O que é lingerie de compressão?

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Lembra daquele sutiã ultra reforçado, da calcinha (normalmente hot paint, a maior) que segura até alma ou a bermudinha BEGE que a gente detesta(va) expor para disfarçar celulite ou levantar o bumbum?

Pois é, tudo isso é lingerie de compressão.

Calcinha modeladora que também atende em casos de pós-parto

Para que serve a lingerie de compressão

A função principal da lingerie de compressão é comprimir – que, em bom português pode ser traduzido por APERTAR – de forma que nossa silhueta fique mais agradável ao nosso olho. O que, em pleno 2019, sabemos: é beeeem relativo. Pode ser usada, também, no pós-operatório de alguns procedimentos, conforme recomendação médica, caso a caso.

Com a evolução têxtil e tecnológica, a lingerie de compressão de hoje também atua para suavizar aspectos da pele (como a aparência de casca de laranja de celulites que muitas mulheres preferem esconder) e modelar o corpo valorizando algumas partes, como a cintura, por exemplo. Não é só comprimir para deixar ‘tudo no lugar’. E, aí, o mercado trouxe um novo termo do inglês: shapewear.

Lingerie nas décadas de 50 e 60 (fonte: Universo Retrô)

Lingerie de compressão pré e pós Kim Kardashian

Falando de conceitos estéticos, no meu ponto de vista, a lingerie de compressão viveu uma era pré-Kim Kardashian e outra pós Kim. Não precisa pensar muito longe para lembrar… Quantas fotos estão distribuídas na internet como ‘flagra’ das lingeries de compressão dela aparecendo? E ela se rendeu a isso e parou de usar? Nunquinha. Aliás, não cansa de dizer pra quem quiser ouvir que usa mesmo e até usou uma destas situações como ponto de marketing na campanha da SKIMS!

Kim foi a primeira personalidade com peso de exposição mundial a assumir que usava demais peças de compressão, a ponto de transformar isso em dinheiro, muito dinheiro, com a recém-lançada SKIMS, marca especializada em lingerie de compressão, cujo slogan é Suavizar, Esculpir e Realçar.

Como dizemos no Marketing, quando há uma dor há oportunidade.

Kim transformou a dor (carência de alguma coisa) de usar uma linha de peças relativamente feia até então (a ponto de ninguém sentir-se feliz por expor – fosse por vergonha, fosse pela aparência em si), em algo sexy e bonito, e está faturando alto com a SKIMS em modelos variados que atendem uma grade fantástica de tamanhos, que vai do XXS ao 5X e, pasmem: boa parte dos produtos está ESGOTADA no e-com.

A estética da lingerie de compressão ainda é mais objetiva. Temos marcas como a Plié aqui no Brasil que já fazem produtos mais belos, com acabamentos que sensualizam mais e têm menos cara de ‘compressão’ (mostrei bastante os produtos da Plié neste post aqui). Acontece que, pela própria força de material, costura e reforço que estas peças requerem, fica mesmo mais complexo criar produtos delicados e que ainda assim cumpram com a função de compressão.

Por enquanto, podemos dizer que depois da SKIMS, todas as cintas, bermudinhas, os macacões e sutiãs que andavam escondidos por aí foram elevados a outro nível, minha Gente…

Agora, papo reto aqui: precisei usar lingerie e meia de compressão 2 vezes na vida, nas minhas cirurgias. Não sei vocês, mas me dá um nervoso de outro planeta porque sinto dificuldade até pra respirar, sem brincadeira! Tem dias que penso 2 vezes antes de escolher uma roupa que eu já sei que ficaria mais bacana se tivesse uma meia-truqueira por baixo ou a famosa bermudinha bege…

E, pra fechar, vamos ver o aspecto de aceitação, né? Não dá pra fechar um post desse sem lembrar que nosso caminho foi (e pra muita gente ainda é) árduo no quesito autoaceitação.

Muitas mulheres recriminam o uso dessas peças porque alegam que a gente não tem que passar apuro ou se sentir sacrificada porque o culote tá gritando. E, sinceramente, eu acho que o que importa é o bem-estar. Se você se sentir mais bonita usando e modelando seu corpo, vá em frente. Se preferir deixar tudo do jeito que é sem pensar em mais nada, tá certo também e se alguém recriminar sua escolha, tanto para um lado quanto pro outro, errado está esse alguém. Afinal, se o que estamos defendendo é a nossa LIBERDADE DE ESCOLHA, ninguém tem DIREITO de te dizer o QUE você deve escolher, ok?

Vou adorar saber sua opinião.

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