A nossa vida não é o momento congelado da foto do Instagram. Não se cobre tanto…

Meu hiato de semanas foi quebrado hoje. Além de algumas questões internas que eu precisava olhar e resolver, tive papai com saúde pedindo atenção. E, nessas horas, vou para a ostra recuperar a energia.

A outra questão que apareceu no meio desse período de afastamento do blog e do canal foi mais analítica mesmo. Revi com bastante atenção os rumos da minha comunicação aqui com vocês e, aí, é aquele lance: quando você pede para a vida te mostrar alguma coisa que você, de fato, está receptivo para entender, ela vem com tanta verdade e clareza que fica impossível não entender a resposta.

Cansei dessa avalanche marketeira de amor próprio, ‘corpo como for’ mas que continua com absolutamente TODOS os padrões anteriores vigentes. Já repararam? Todo mundo quer pegar carona no que está em alta, mas pouquíssimos são os veículos que fazem o que pregam. Pouquíssimas são as pessoas que levam para a vida a moda real. E é por isso que decidi fazer o post de hoje.

Nestas semanas afastada, tive oportunidade de conversar com muitas mulheres. A maioria, entretanto, numa cobrança e numa autocrítica terríveis em relação ao corpo, à insatisfação com a imagem transmitida.

Hoje, me deparei com duas situações que, não fosse meu olhar mais treinado, me engoliriam. Já deixo claro que não é crítica às pessoas das fotos. Apenas quero abrir mais meu olho e ajudar você a abrir o seu na hora de ser impactada pela foto do Instagram, do Facebook ou de qualquer veículo e não se crucificar por não se considerar tão bacanuda como a pessoa X que você viu em alguma rede social ou veículo, com o mesmo tipo de look. Olha só:

Tricô com camisa

Essa foto veio do Pinterest. E amei tudo na produção. Acontece que o detalhe master desse look está, exatamente, na dobra do tricô e é aí que mora o problema:

A não ser que o tricô tenha um recorte (e eu faço tricô, então, tá muito fácil ver que este não é o caso), a gente percebe que essa dobra foi produzida para uma foto. O tricô não é recortado, ele é reto, como está na parte de trás. Foi dado o famoso “jeitinho” para a foto mostrar a camisa por baixo. Se a gente não prender com alfinete por dentro, basta caminhar 3 passos para isso tudo se desmontar e o tricô ficar reto de novo. Percebe?

Ficou legal? Ficou lindo!

Mas isso não é a vida real. É apenas uma foto, com pose para a foto, truque de styling e tudo bem, desde que seu olho se inspire na VERDADE. Tipo de armadilha que nosso olhar não capta de primeira, mas nossa autocrítica sim. Ela compra um resultado final, se inspira nele. E ela pode ser impiedosa.

Pantalona aspirador-de-asfalto

Nunca engoli essa ‘tendência’ fashion de usar calça aspirador-de-asfalto, nunca. Essa regra de calça cobrir todo o sapato deixando apenas o bico aparente não foi criada por um Ser que VIVE, que anda na rua, atravessa farol na correria, usa metrô, trem, ônibus, desce do taxi na correria. Não foi. Fica fácil você enfiar goela abaixo de uma mulher que isso é o que HÁ (vide a quantidade de revistas que insistem em apresentar fotos assim), mas, eu não acabo a frase aí. A minha continua: quero ver a foto 4 horas depois. Alguém me mostra como a barra dessas calças fica? Por favor! Menos…

De novo: a foto deixa tudo lindo, deixa a perna mais alongada (e essas são de street style grigo, of course) e outras deduções surreais. Na vida? Não uso MESMO. Uso e deixo meu 1cm de garantia para não sujar minha roupa, não detonar a barra da minha pantalona.

Barra dobrada

Mais um filtro para você analisar aí, do outro lado: dobrar a barra de uma calça facilita horrores a nossa vida. Facilita muito a minha, com meus super 1.58 de altura hahahaha, desde que escolha uma peça com tecido mais estruturado. Tecido mole vai desfazer, a barra vai cair e você vai se aborrecer. Lembra disso.

Moral da estória

Antes de se achar a última na fila fashion, valorize mais a sua vida. Sua roupa tem que vestir quem você é e como vive, mesmo que você esteja em transição, naquele momento de se questionar sobre várias coisas querendo mudar tudo. Não tem problema. Só não se iluda, a grama do vizinho pode atéé parecer mais verde, mas, veja BEM de perto: é natural ou artificial?

 

Meu blaser de veludo azul marinho, de 17 anos
Look preto, branco e vermelho

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