2019: Só vai mudar fora se…

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Pode ter fogos dia 31 de dezembro, pode ter roupa nova e calcinha de trocentas cores seguindo trezentas matemáticas de soma de dia com mês com século… Mas, de verdade? Nossa vida só vai mudar fora se acontecer o que, Brasil? Se a gente escolher mudar por dentro.

E a maior constatação de postergação possível é a quantidade de gente fazendo lista, propondo fórmulas mirabolantes de metas todo santo ano. E de novo parte de tudo que foi prometido 12 meses atrás volta na atual, maquiado, escrito com mais ou menos poesia, mas tá tudo ali de novo…

A gente cria fôlego para o ano novo. Fato. Aliás, fiquei passada com a quantidade de gente eufórica na última semana de dezembro. Via pessoas num gás que nem juntando os outros 11 meses daria conta. Algumas, bem próximas a mim, chegaram em novembro se arrastando, num desânimo profundo. Foi só falar de réveillon que … PLIM… fez-se a mágica.

O apelo do ‘vamos de novo’, ‘nova chance’ e ‘livro em branco’ é realmente sedutor. A gente sabe que é um simples dorme x acorda, mas se renova no psicológico. Teve a galera que, neste ano, aderiu à modinha de jogar pro ano (?) responsabilidades: 2019, seja leve, seja isso, seja aquilo (eu fiz isso, inclusive!!!).

Tem todo o apelo do meio externo para dar aquela forcinha… E parece mesmo que isto traz resultados porque sabemos que é só uma noite (ou pra quem vira, um dia) que a gente dorme pra acordar horas depois e que o externo não muda nada de acordo com calendário. É a nossa crença depositada em um calendário criado que muda alguma coisa.

Se a gente consegue estabelecer que no começo de dezembro já está todo mundo pelas tampas e de saco cheio com o ano todo que já passou e, mesmo assim, consegue sentir euforia e alegria pelo sopro do novo alguns dias e algumas horas de 1 noite no dia 31, que tal ampliar o nosso psicológico para mais dias ao longo do ano? Seria um exercício interessante para sairmos do ócio estacionado e começarmos a viver a vida sonhada, a que ficou na lista do ano passado e não se cumpriu.

E por quê?

Porque a virada de chave não tem nada a ver com virada do ano. Tem a ver com a iniciativa que temos DENTRO de nós mesmos como caminho para novos resultados: com novas atitudes.

Pense bem no primeiro dia que você desistir de ir à academia e ceder à preguiça, esse ano. Pense bem no primeiro dia que você ceder à qualquer uma das coisas que estavam na lista de 2019. Porque este é o momento inicial da ladeira abaixo no fiasco das metas estabelecidas.

É lógico que há coisas que serão adiantadas e não concluídas e isso depende total do que foi almejado. Os passos e os processos são importantes demais! O ponto é a gente não caiu na armadilha do desleixo, do não ver exatamente a hora em que vacila UMA vez e essa vez torna-se um hábito sabotador.

Há também aqueles que criam listas quase inatingíveis. Não vale…

Li um material super bacana que explicava o gap existente na nossa energia entre o degrau que ocupamos agora e o que queremos atingir. Se houver uma lacuna muito grande, é melhor irmos aos poucos, degrau por degrau, porque assim a taxa de sucesso será maior. O autor explicava que se pedíamos um salário de, por exemplo, 5 vezes mais do que ganhamos agora já tendo todo o preparo para recebê-lo, naturalmente, já o teríamos porque nossa condição vibrátil já estaria atraindo este valor desejado.

Levei semanas até entender (acho que até aceitar, na real) que isso faz todo sentido. Na maioria das vezes, a gente pede o que NÃO TEM, ou seja: a vibe, aquela fé que a gente deposita na realização da meta não tem ressonância, porque não a sentimos manifesta dentro de nós. Entende o ponto?

Neste ano eu decidi não fazer lista. Decidi colocar 3 coisas possíveis como meta e decidi pensar nelas todos os dias quando acordo e antes de dormir.

Decidi ser mais atenta ao presente, sem angústia pelo futuro e sem remoer o que já passou. E isso para mim já é coisa para caramba!

E você, o que decidiu para este ano?Quer dividir com a gente?

Beijo e um super 2019 para você!

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