Lendo o UOL no intervalo do almoço, bati o olho em uma matéria sobre o concurso de Miss Universo. O mais interessante (e o que, de fato, me chamou atenção) foi o título: “Ainda faz sentido existir concursos de beleza?”.

Caramba! Domingo, enquanto via alguns posts nas redes sociais sobre o evento (que eu nem sabia que rolaria domingo, diga-se de passagem) pensei exatamente isso. Gente, jura? Em pleno 2017? Para quê?

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Opinando no texto, profissionais fizeram suas colocações. Os argumentos muito lúcidos, abordaram, com muito respeito pelas candidatas, desde o contrassenso do evento em época de luta pela igualdade de direitos ao fato de ser Trump o dono do evento.

“É insano defender um concurso de beleza” – Gabriela Moura

“É preciso respeitar a trajetória e o trabalho de cada moça ali. Porém, é insano defender um concurso de beleza, com exigências precisas de medidas e comportamento. (…) E o concurso de miss mostra que é importante você ser você mesma, mas apenas se você for magra e alta…”

“Não dá para comparar mulheres” – Juliana Romano, blogueira de moda plus size.

“ Beleza é subjetiva e baseada em construção social. Não é à toa que, embora tenha uma certa diversidade de etnia no concurso, costumam ganhar as que se assemelham mais aos padrões europeus de beleza.”

“É uma estética que permaneceu congelada” – Jô Souza, pesquisadora de comportamento e tendências de moda.

“Acho que não tem mais relevância, nem para estilistas nem para o mercado de consumo de moda. (…) Esse tipo de concurso era muito forte nos anos 80. E parece que a estética permaneceu congelada.

Hoje as meninas querem ser Gisele e não miss” – Rodrigo Rosner, estilista de moda festa.

“Há muito tempo que esses concursos tentam dar um aspecto mais de moda, mas nunca conseguem atingir o objetivo. E nem combina com o evento, que de tão ruim acaba ficando bom; de tão trash, vira cult. O concurso resgata valores que não existem mais. Tem um ranço de cafonice que faz parte do Miss Universo e acho que é por isso que ele funciona.

(…) Não estou querendo desmerecer o trabalho das misses. Acho até que elas fazem um trabalho interessante, de cunho social. Mas hoje as meninas querem ser Gisele, não uma miss. Até os anos 90, fazia sentido. Mas agora é muita maquiagem, muito brincão, muito cílios postiços. É uma estética diferente, o oposto do que está na moda. E para mim, falando como estilista, a estética, de fato, não é relevante. Nem para minhas clientes. Quando acontece Globo de Ouro ou Oscar, elas chegam com referências, mas nunca uma cliente minha me mostrou um vestido de miss. E olha que eu tenho 20 anos de carreira.”

Por aí a gente respira e reflete…

Mas, sabem que uma coisa que deu aquele comichão… Mesmo pensando assim, a quantidade de gente comentando nas redes foi grande. E o que isso demonstra? Fica a pergunta pra gente pensar… O que vocês acham?

Fonte: UOL (link para o post completo, aqui)

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