PCA e o coração de mãe

Com o coração na mão. Assim foi, literalmente, uma quarta-feira do mês de fevereiro para mim. Depois de ouvir do pediatra que Marina tinha um sopro, o meu coração acelerou e começou a pulsar na garganta, dando aquele nó que angustia. Após exames, descobrimos uma alteração. PCA. Mais um dos muitos motivos que me fez ir direto ao Google para entender um pouco mais – o que o médico explica nunca é o suficiente para mim – sobre esse novo monstro em minha vida e na de Marina.

PCA – Persistência do Canal Arterial é uma cardiopatia congênita. Trata-se de um canal que interliga uma artéria pulmonar e uma aorta e que, após o nascimento, deve fechar naturalmente. No caso dos recém-nascidos, que nascem antes do tempo recomendado de uma gestação, 40 semanas, a investigação desta cardiopatia após o nascimento é imediata. Marina nasceu de 38 semanas. Em seu caso, não houve nenhum tipo de suspeita e investigação prévia.

Recebemos a notícia quando Marina estava com nove meses de vida. Foi a primeira vez que passei por um apuro com ela. Nunca havia caído, engasgado, passado mal, nada de nada. E, de cara, uma paulada: uma cirurgia cardíaca. Desesperei-me, chorei por três dias seguidos e me apeguei ainda mais a ela com minha defesa super protetora de mãe.

Um dos sintomas mais comuns do PCA é a impossibilidade de ganhar peso, além do aparecimento de infecções respiratórias com frequência e cansaço. Há alguns meses, ela apresentou estes sintomas. Depois de passar pelo choque inicial da descoberta, nos informamos, encontramos um bom cardiologista pediátrico, estamos acompanhando o caso e logo Marina irá passar por um cateterismo para a correção desta cardiopatia. E, mais uma vez, ficarei com o coração na mão.

PCA e o coração de mãe

Acho que no fim, isso é ser mãe. Passar por esses apuros e manter-se firme. Afinal de contas, tem alguém que precisa muito de você e de você calma, confiante e que passe a segurança necessária. Todos os dias que acordo, sorrio, esqueço de tudo e mostro para ela que estamos ao seu lado e que, no fim, tudo dará certo. E de verdade, no fim, todos os fatos irão virar experiências e uma linda história para contar. Uma história de amor, de luta, de fé e de união.

 

 

Imagem: Conversa de Mãe

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Heloiza Augusto

Heloiza Augusto é jornalista especializada em comunicação organizacional, escritora, alimenta o Percepções Cotidianas e é mãe da sorridente Marina. Aqui no site, ela divide conosco suas experiências de vida e de mãe.

1 Comentário

  • Link do comentário Nara Sexta, 28 Junho 2013 postado por Nara

    Vira e mexe leio seus textos através de postagens do Leco e quero te parabenizar, vc escreve muito bem!! Me emociono em todos os textos em que você fala da Marina, isso que nem sou mãe ainda, mas você descreve tudo com tanto amor que é possível sentir só lendo alguns paragrafos. Parabéns!! Bjs

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A Cris Cardoso

Sou jornalista de profissão, comando a Additi Consultoria de Comunicação que cuida das marcas de Profissionais Liberais, SoHo´s e Corporações e sou diretora criativa da minha grife de acessórios, a Cris Cardoso.

Sou apaixonada por tudo que tem a ver com movimento desde pequena. Ingressei na dança aos 5 anos e, profissionalmente, fui bailarina clássica por 18 anos, professora e coreógrafa.

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